Enfim, vamos continuar… Meu primeiro contato com computadores eu tinha uns 7 anos. Foi na casa de um primo que tinha um Pentium 100 – algo revolucionário para mim. Bem, não preciso dizer que o meu primeiro contato se resumiu a jogar e fazer imagens usando letras… Quase um hacker, hehehe…
Naquela época os computadores eram caros e poucas famílias tinham micros em casa, infelizmente eu fazia parte dos muitos que não possuíam uma máquina. Ok, nada pode ser perfeito. Então eu vivia metido na casa dos meus primos com um único interesse: Jogar, Jogar e Jogar !
Daí o tempo foi passando, e eu descobrí uma nova coisa para fazer na casa dos meus primos além de jogar: Fazer trabalhos escolares. Eu adorava !
Por volta dos 9 anos meu pai me deu meu primeiro computador: Um AMD K62 300 Mhz com 32 MB de Memória Ram, HD de 3 GB e com Windows 95. Foi quando minha vida mudou: eu passei a acordar, tomar café da manhã, almoçar, lanchar e até dormir em frente ao computador. Meus pais não aguentavam mais me ver de frente para aquela tela o dia inteiro.
Passados os primeiros anos de euforia, começei a me interessar em como aquele negócio funcionava, instalava e desinstalava troços, joguinhos, programinhas de revista, até que eu detonei o Windows pela primeira vez.
Como eu ficava apreensivo em mecher e a situação piorar, sempre que dava um problema eu levava para a casa de um tio e ele reinstalava tudo para mim.
Como a frequência das minhas visitas na casa dele com o computador nos braços pedindo para que ele reinstalasse tudo foi aumentando gradativamente, acho que ele já estava de saco cheio e uma vez me disse: ” Por quê você não experimenta fazer ? Se você não abrir o gabinente, não mecher nos fios e tal não tem como queimar ou danificar alguma coisa. É só usar os CD’s e reinstalar tudo. “
Este foi o pontapé inicial. A partir de então eu comecei a fuçar tudo.
Passaram-se mais uns anos e veio o Windows 98, o Windows 98 SE, o Millenium (Argh!). Com isso veio também a época do Ensino Médio, onde eu fiz curso Técnico em Eletrônica no Henrique Lage (2000 – 2003). Na verdade eu devia ter terminado em 2002, mas eu não passei em Matemática, e levei um ano interiro fazendo o que chamavam de “Dependência”, que se resumia em ir para o colégio para assistir aula de apenas uma disciplina: Matemática. Foi um saco!
Em 2001 eu fiz meu primeiro curso na área: Montagem e Manutenção no Cefet-RJ. Quando terminei o curso em 2002 (isso mesmo, o curso foi longo – 1 ano de duração – 394 Horas), comecei a tentar ter algum tipo de retorno com o investimento: Comecei a fazer manutenção de micros.
Consertava computador de vizinho, parente, amigo, amigo do vizinho, primo do amigo, e por aí vai. E eu comecei a gostar desse negócio. Fazia algo que gostava e ainda me pagavam por isso.
Depois tive uma nova empreitada: Estágio. Para ter meu diploma de Técnico em Eletrônica, eu precisava de um. Foi uma longa temporada, muitas entrevistas, dinâmicas de grupo (detestava!), redações, até que conseguí meu primeiro estágio. Lá eu tive meu primeiro contato com Linux e comecei a me interessar por esse sistema.
Foi quando em 2004 eu decidí fazer um curso de Linux no Senac. O curso era do Conectiva (atual Mandriva – http://www.mandriva.com.br). Aprendi muita coisa, fiz muitos amigos e contatos. Certo tempo depois descobri que não precisava ter feito curso para aprender Linux, basta uma boa pesquisa no Google, e você resolve boa parte dos seus problemas. Um excelente material sobre linux, que depois eu acabei descobrindo e lendo para complementar os meus estudos foi o Guia Foca. Recomendo à todos: http://focalinux.cipsga.org.br/
Enfim, como eu ainda tenho outras coisas para falar, mais detalhes da minha vida profissional e cursos você encontra acessando o link carreira.
Resumindo minha vida com os computadores, podemos dizer que nunca fui ligado em hardware, se a máquina funcionasse estava bom. Mas infelizmente isso era um sonho distante, sempre dava algum pau e lá ia eu abrir o gabinete para tentar arrumar. De tanto abrir máquinas por aí, limpar memórias, trocar cooler, fonte, procurar mau-contato e todo tipo de problema do gênero, passei a odiar hardware. Algo que me tira do sério também é o barulho insano das ventoínhas, cada vez mais alto. Entrei em paz com hardware depois de comprar um laptop. Simplesmente funciona é mudo, não fica dando mau-contato o tempo todo, e mais uma série de vantagens.
Software eu sempre fui usuário entusiasmado e apaixonado. Sempre gostei de fuçar todas as configurações e opções, aprendendo o máximo possível. Não gosto muito de mudar, se o que eu uso está bom, não tenho interesse em testar um similar. As mudanças geralmente ocorreram por causa da mudança de sistema operacional.